As Técnicas e a Tecnologia (1941/1948), por Marcel Mauss

Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo – Salvador Dalí (1943)   A Série “A História Antropológica de um Ponto de Vista Tecnológico” A Série, publicada em Fascículos pelos Cadernos do Ateliê, do Ateliê de Humanidades*, tem o propósito de disponibilizar ao grande público ensaios de “antropologia das tecnologias”. Ela tem o intuito de publicar, principalmente, traduções de…

Giddens em pílulas (6): dois vivas para o ecletismo na teoria social, por Gabriel Peters

Por Gabriel Peters (UFPE) Clique aqui para pdf A “teoria da teoria” como parte da teoria A julgar pelos ensaios compilados em Teoria social hoje (1999 [1987]), um volume organizado ainda ontem por Anthony Giddens e Jonathan Turner, a reflexão teórica nas ciências sociais é obrigada, mais cedo ou mais tarde, a se envolver em…

Enlouquece-te a ti mesmo (3): sobre as palavras e as coisas na esquizofrenia, por Gabriel Peters

Louis Wain Por Gabriel Peters (UFPE) Clique aqui para pdf Epistemologia insana Os posts anteriores desta série defenderam a tese de que, se a teoria social é uma ferramenta intelectual valiosa para a compreensão da loucura, o estudo da loucura também pode levar, por seu turno, a um repensar crítico da teoria social, sobretudo no…

A sociologia na escala individual [2], por Frédéric Vandenberghe

Por Frédéric Vandenberghe Tradução: Gabriel Peters Clique aqui para pdf Em direção a uma Sociologia da Autotransformação A investigação da reflexividade por Archer aparece ao fim de uma prolongada reflexão sobre como estrutura, agência e cultura operam de modo convergente ou divergente em diferentes formações sociais. Embora o trabalho de Archer seja mais macro do…

Enlouquece-te a ti mesmo (2): eu, minhas vozes e meus observadores, por Gabriel Peters

Por Gabriel Peters (UFPE) Clique aqui para pdf Loucuras de Apolo e Dioniso  As imagens mais influentes da insanidade tendem a retratá-la como o triunfo das forças “dionisíacas” da subjetividade sobre os seus aspectos “apolíneos” (Sass, 1992). Tal caracterização das concepções dominantes da loucura no pensamento ocidental toma de empréstimo, é claro, a famosíssima distinção…

(3) Pierre Clastres: Filosofando com a Chefia Indígena, por André Magnelli

Povo Ka’apor, por Darcy Ribeiro, Museu do Índio, 1951 André Magnelli (UERJ) Clique aqui para pdf é preciso aceitar a ideia de que a negação não significa um nada, e de que, quando o espelho não nos devolve nossa imagem, isso não prova que não haja nada que observar (CLASTRES, Pierre. A Sociedade contra o…

(2) Pierre Clastres e a Sociedade contra o Estado: Uma Renovação da Antropologia Política, por André Magnelli

Capa do livro Saudades do Brasil de Cl. Lévi-Strauss (Cia das Letras, 1994) André Magnelli (UERJ) Clique aqui para pdf Todas as sociedades, arcaicas ou não, são políticas, mesmo se o político [assim como o Ser] se diz em muitos sentidos, mesmo se esse sentido não é imediatamente decifrável e se devemos desvendar o enigma…

Giddens em pílulas (2): o legado das abordagens interpretativas, por Gabriel Peters

Por Gabriel Peters (UFPE) Clique aqui para pdf A síntese em meio à balbúrdia Observando o cenário das ciências sociais na virada dos anos 1970 para os anos 1980, o sociólogo estadunidense Jeffrey Alexander concluiu que elas atravessavam, então, um “novo movimento teórico” ([1982] 1987), liderado por autores como o alemão Jürgen Habermas, o francês…

(1) Pierre Clastres, O Copérnico do Político, por André Magnelli

André Magnelli (UERJ) Clique aqui para pdf Apresentação da Série A série será uma breve introdução ao público à vida, à obra e ao pensamento do antropólogo francês Pierre Clastres, que é famoso dentre nós pela tese sobre as “sociedades contra o Estado”. São previstos cinco posts. No primeiro (1), que segue abaixo, o autor é apresentado de…