Desmoronamento: Ensaio para uma sociologia da crise, por Antonio Canha

Por Antonio Canha (PPGSA/UFRJ) Revisão: Samantha Sales Clique aqui para pdf Com quantas metáforas se faz uma sociologia? Talvez apenas uma, mas, com nenhuma, não se faz. Conseguimos iluminar o que é propriamente humano na realidade ao imaginar o social como se fosse coisa, ou música, ou teatro, ou mesmo prédio[i]. Aqui, então, gostaria de…

Tecnologias de si [1982] (Parte 2), por Michel Foucault

*O texto a seguir foi publicado originalmente no número 6, lançado em 2004 na Verve, a revista semestral autogestionária do Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP). A Verve nos cedeu amigavelmente o texto para publicação no Blog do Sociofilo. Agradecemos à Verve pela colaboração! A versão…

Tecnologias de si [1982] (Parte 1), por Michel Foucault

*O texto a seguir foi publicado originalmente no número 6, lançado em 2004 na Verve, a revista semestral autogestionária do Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP). A Verve nos cedeu amigavelmente o texto para publicação no Blog do Sociofilo. Agradecemos à Verve pela colaboração! A versão…

O método na loucura (4): O ambíguo casamento entre saber e criatividade, por Gabriel Peters

Por Gabriel Peters Clique aqui para pdf A abismal transcendência da grandeza (vulgo: o efeito “puta merda!”) Como vimos nos posts anteriores desta série, seja o gênio pensado segundo o modelo do “possuído” ou da “força da natureza”, o pressuposto de ambas as imagens reza que o criador genial, diferentemente do inventor “meramente” talentoso ou…

Público, Socialização e Politização: Reler John Dewey na companhia de George Herbert Mead (Parte 2), por Daniel Cefaï

Por Daniel Cefaï[1] Tradução: Luana Martins[2] Clique aqui para pdf Pluralidade e conflituosidade dos grupos e dos quadros de referência Até agora, porém, raciocinamos como se esse Outro generalizado fosse uma instância de unificação bem integrada – como se a comunidade organizada, ao se refletirem nos Selves que a compõem, garantissem um consenso cognitivo e…

Público, Socialização e Politização: Reler John Dewey a luz de George Herbert Mead (Parte 1), por Daniel Cefaï

Fonte: https://heidicohen.com/what-is-pr/ Por Daniel Cefaï[1] Tradução: Luana Martins[2] Clique aqui para pdf Insistiu-se muito, na tradição sociológica de Chicago, no trabalho de definição e de controle de situações problemáticas, e sobre o processo social que conduz da experimentação de uma perturbação à sua identificação e a seu tratamento. O princípio de definição da situação, em…

“Os livros que Habermas não escreveu”, por Frédéric Vandenberghe

Por Frédéric Vandenberghe Tradução: Diogo Corrêa Revisão: Samantha Sales Clique aqui para pdf O artigo apresenta uma visão geral da produção intelectual de Jürgen Habermas nas últimas cinco décadas. Por meio da análise dos ensaios filosóficos recentemente publicados em uma caixa com cinco volumes, mostra a relevância e a pertinência da “virada linguística” na filosofia…

O que é a violência urbana?, por Andrea Pavoni e Simone Tulumello

Por Andrea Pavoni (Dinâmia’CET, ISCTE-IUL) e Simone Tulumello (Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais) Clique aqui para pdf Perguntar “o que é a violência urbana” pode parecer, logo, uma tarefa redundante. Afinal, não se encontra a violência urbana a todo lado, nas silenciosas cidades de fronteira como nos caóticos centros urbanos, no florescer de…

A mentira como tecnologia de governo do fenômeno dos sem-abrigo, por João Aldeia

Por João Aldeia Clique aqui para pdf Introdução Os sem-abrigo são considerados de modo dominante como sujeitos de tipo inferior, inerentemente anormais e anormativos. Por um lado, eles são percebidos como indivíduos neuropsiquiatricamente desviantes (doentes e/ou deficientes mentais), incapazes de cumprir as expectativas de interação predominantes no nosso modelo societal e incapazes de agir no…